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Mensagens e Devocionais

O chamado de Mateus

Um Chamado Improvável, Intencional e Irreversível de Jesus

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Categoria: Mensagens e Devocionais
Publicado: 29 de abril de 2026
Acessos: 52

“Quando Jesus saiu dali, viu um homem chamado Mateus sentado na coletoria e lhe disse: — Siga-me! Ele se levantou e o seguiu.” (Mateus 9.9)

Fomos criados por Deus para encontrar n’Ele a nossa satisfação plena. Essa é a verdade fundamental da existência humana. No entanto, o pecado nos afastou desse propósito e distorceu os nossos afetos. Em vez de buscarmos a Deus, passamos a ser naturalmente inclinados aos nossos próprios interesses.

Essa inclinação se revela de muitas formas no cotidiano. Basta observar como funcionam as redes sociais e os ambientes digitais. Elas nos oferecem exatamente aquilo que mais nos atrai, criando verdadeiras armadilhas para manter nossa atenção cativa. Isso não acontece por acaso. Somos facilmente atraídos por aquilo que alimenta nossos desejos. Essa realidade não é nova. Ela apenas ganhou novas formas. O coração humano continua sendo o mesmo: inclinado a si mesmo, distante de Deus e facilmente seduzido por aquilo que promete satisfação, mas nunca entrega plenamente.

É nesse contexto que encontramos o chamado de Mateus. Mateus, também chamado Levi, era um coletor de impostos, um publicano (Mt 10.3). Para compreendermos o peso desse chamado, precisamos entender sua posição na sociedade.

Leia mais: Um Chamado Improvável, Intencional e Irreversível de Jesus

Seguindo no Caminho

De Meninos a Adultos: O Chamado à Maturidade Cristã

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Categoria: Mensagens e Devocionais
Publicado: 17 de abril de 2026
Acessos: 71

(Efésios 4.11–16)

Há algo curioso na vida que sempre nos chama a atenção: a rapidez com que as crianças crescem. Quem convive de perto percebe isso com clareza. De um momento para o outro, aquilo que parecia pequeno, dependente e limitado começa a se desenvolver, amadurecer e assumir novas responsabilidades.

Esse crescimento é esperado. Ninguém se alegra quando uma criança não cresce. Pelo contrário, isso gera preocupação. O crescimento é parte natural da vida.

Mas quando olhamos para a vida espiritual, precisamos fazer uma pergunta honesta: como está o nosso crescimento diante de Deus? Desde o nosso novo nascimento, temos avançado? Temos amadurecido? Ou permanecemos estagnados?

O apóstolo Paulo, em Efésios 4.11–16, nos conduz exatamente a essa reflexão. Ele nos mostra que a vida cristã não foi planejada para permanecer na imaturidade. Fomos chamados para crescer.

Leia mais: De Meninos a Adultos: O Chamado à Maturidade Cristã

Escolhido, chamado

Quando Jesus Chama: Um Chamado Improvável, Intencional e Irresistível

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Categoria: Mensagens e Devocionais
Publicado: 14 de abril de 2026
Acessos: 77

Texto Base: Mateus 9.9

“Partindo Jesus dali, viu um homem chamado Mateus, sentado na coletoria, e disse-lhe: Segue-me! Ele se levantou e o seguiu.” (Mateus 9.9)

Há uma verdade fundamental sobre a nossa existência que, muitas vezes, tentamos ignorar: fomos criados para Deus. Fomos feitos para encontrar n’Ele a nossa satisfação plena, o sentido da vida e o descanso da alma. No entanto, a história humana é marcada por desvios desse propósito. Em vez de vivermos para Deus, passamos a improvisar caminhos, tentando preencher o vazio do coração com aquilo que nunca poderá nos satisfazer.

O pecado exerce exatamente esse papel. Ele nos seduz, nos engana e nos conduz a buscar satisfação em nossos próprios interesses. Não é algo ocasional, mas uma inclinação natural do coração humano. Um exemplo contemporâneo disso pode ser visto nas redes sociais, onde algoritmos identificam aquilo que nos atrai e passam a nos oferecer continuamente mais do mesmo. Não se trata apenas de tecnologia, mas de uma dinâmica que revela o nosso interior: somos facilmente atraídos por aquilo que alimenta nossos desejos.

É nesse contexto de distração, sedução e busca por satisfação fora de Deus que o texto de Mateus 9.9 nos apresenta uma intervenção graciosa e poderosa de Jesus.

Leia mais: Quando Jesus Chama: Um Chamado Improvável, Intencional e Irresistível

Evangelhos - Domingo de Páscoa

Domingo de Páscoa: A Ressurreição de Cristo em uma Narrativa Unificada dos Evangelhos

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Categoria: Mensagens e Devocionais
Publicado: 03 de abril de 2026
Acessos: 74

O domingo da ressurreição é o coração da fé cristã. Sem ele, como afirma o apóstolo Paulo, “é vã a nossa fé” (1 Coríntios 15:14). No entanto, ao lermos os relatos da ressurreição nos quatro Evangelhos (Evangelho de Mateus, Evangelho de Marcos, Evangelho de Lucas e Evangelho de João) percebemos diferenças nos detalhes narrados.

Para alguns, isso levanta dúvidas. Para outros, é uma oportunidade preciosa: enxergar como testemunhas distintas narram um mesmo evento real, cada uma destacando aspectos específicos, mas todas convergindo para uma única verdade: Cristo ressuscitou.

Este texto propõe justamente isso: reunir os quatro relatos em uma narrativa única, respeitando cada detalhe bíblico, sem forçar harmonizações artificiais. Os números das seções correspondem nossa sugestão para a sequência dos fatos.

1. Antes do amanhecer: a fidelidade das mulheres

Ainda escuro, no primeiro dia da semana, um grupo de mulheres se dirige ao túmulo de Jesus. Entre elas estão Maria Madalena, Maria (mãe de Tiago), Salomé e outras (cf. João 20:1; Marcos 16:1; Lucas 24:1).

Elas não vão movidas por expectativa de milagre, mas por amor e devoção. Levam especiarias para honrar um corpo que acreditavam ainda estar ali. No caminho, surge uma preocupação prática: “Quem nos removerá a pedra?” (Marcos 16:3).

Aqui já vemos uma lição silenciosa: elas caminham mesmo sem saber como os obstáculos serão removidos.

2. O agir soberano de Deus: a pedra removida e o anjo

Mateus nos revela que houve um grande terremoto, e um anjo do Senhor removeu a pedra e assentou-se sobre ela (Mateus 28:2).

Os guardas, diante da glória celestial, estremeceram e ficaram como mortos (Mateus 28:4). Não se trata de fuga imediata, mas de um colapso total diante do poder de Deus.

É importante notar: a pedra não foi removida para Jesus sair, pois o Cristo ressurreto não está limitado por barreiras físicas (cf. João 20:19). A pedra é removida para que as testemunhas entrem e vejam.

3. O túmulo vazio e a primeira reação: confusão

Maria Madalena, ao ver a pedra removida, corre para avisar Pedro e João (João 20:2). Sua conclusão ainda é natural, não teológica: “Levaram o Senhor”.

Enquanto isso, as outras mulheres entram no túmulo e se deparam com anjos que anunciam:

“Por que vocês procuram entre os mortos ao que vive? Ele não está aqui, mas ressuscitou” (Lucas 24:5-6).

A ressurreição não é interpretada de imediato. Há temor, perplexidade e até silêncio momentâneo (Marcos 16:8). São reações profundamente humanas. Por isso mesmo, acrescentam na credibilidade do relato bíblico.

4. A investigação dos discípulos

Pedro e João correm ao túmulo (João 20:3–8). João chega primeiro, mas Pedro é quem entra.

Eles encontram os lençóis cuidadosamente postos. Não há sinais de roubo ou pressa. O corpo não foi levado, ele saiu em glória.

João crê, ainda que não compreenda plenamente (João 20:9).

Como observa John Stott, a disposição dos lençóis aponta não para um resgate humano, mas para um evento sobrenatural.

5. O encontro pessoal: Cristo e Maria Madalena

Maria permanece chorando junto ao túmulo. É então que Jesus lhe aparece (João 20:11–18).

Ela não o reconhece de imediato quando, ainda chorando, se vira e olha pra Jesus. Até que Ele a chama pelo nome: “Maria”. Então ela diz "Raboni!" (significa: "Mestre").

Esse detalhe é profundamente pastoral. O Cristo ressurreto não é apenas um evento histórico; Ele é um Salvador que chama suas ovelhas pelo nome (cf. João 10:3). Ele nos trata de forma individual.

6. Jesus aparece às mulheres

As outras mulheres também encontram Jesus no caminho (Mateus 28:9–10). Elas o adoram.

Aqui temos uma afirmação clara da divindade de Cristo: Ele não rejeita adoração. Pelo contrário, a recebe.

7. A tentativa de encobrir a verdade

Mateus registra que os líderes religiosos subornam os guardas para espalhar uma versão falsa (Mateus 28:11–15).

Curiosamente, isso confirma algo: o túmulo estava realmente vazio e de fato aconteceu algo de sobrenatural. Até os opositores não negam esse fato, apenas tentam explicá-lo de forma a alterar a verdade.

8. No caminho de Emaús: Cristo revela as Escrituras

Dois discípulos seguem para Emaús, confusos e entristecidos (Lucas 24:13–35). Jesus caminha com eles, ainda não reconhecido.

Então, faz algo fundamental: Explica, em todas as Escrituras, o que a seu respeito constava.

Aqui está uma chave hermenêutica essencial: toda a Escritura aponta para Cristo. Como ensinou João Calvino, não podemos compreender corretamente a Bíblia sem enxergar Cristo como seu centro.

9. À noite: Jesus aparece aos discípulos

Naquele mesmo dia, à noite, Jesus aparece aos discípulos reunidos (Lucas 24:36–43; João 20:19–23).

Ele mostra suas mãos e seu lado, come com eles e declara: “Paz seja convosco”.

O Cristo ressurreto não é um espírito ou uma ideia. Ele é real, tangível, glorificado.

Conclusão: um testemunho coerente e forte

Ao unirmos os relatos dos Evangelhos, não encontramos contradições irreconciliáveis, mas testemunhos complementares. As diferenças não são defeitos, são marcas de autenticidade.

Nenhum dos autores tenta “padronizar” a narrativa. Pelo contrário, cada um preserva sua perspectiva, como testemunhas reais fariam.

E todos concordam no essencial:

  • O túmulo está vazio
  • Cristo apareceu a várias testemunhas
  • A morte foi vencida

A ressurreição não é apenas um evento a ser lembrado. É a base da nossa esperança.

Porque Ele vive, nossa fé não é vã.
Porque Ele vive, o pecado foi vencido.
Porque Ele vive, há vida eterna para todo aquele que crê.

Por Rômulo Nunes (Teologia Saudável)

Fruta bonita por fora e podre por dentro

O perigo da religiosidade vazia e o chamado ao arrependimento

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Categoria: Mensagens e Devocionais
Publicado: 02 de fevereiro de 2026
Acessos: 234

Uma reflexão devocional a partir de Isaías 1–6

1. Quando a fé continua ativa, mas o coração já se afastou

Isaías inicia seu ministério apresentando um diagnóstico duro, porém necessário. Judá não havia abandonado o culto, os sacrifícios ou as festas religiosas. Tudo parecia “normal” do ponto de vista externo. Ainda assim, Deus declara que seu povo estava espiritualmente doente.

Essa é uma das realidades mais perigosas da vida cristã: continuar praticando atos religiosos enquanto o coração já se afastou do Senhor. A rotina espiritual pode seguir intacta, mesmo quando a comunhão foi rompida. Por isso, o diagnóstico divino não começa apontando a falta de religião, mas a ausência de relacionamento.

Deus diz: “Criei filhos e os engrandeci, mas eles se rebelaram contra mim”. O problema não era ignorância, mas rebeldia consciente. Conheciam a Deus, mas escolheram não obedecê-lo.

Leia mais: O perigo da religiosidade vazia e o chamado ao arrependimento

Representação: Portais Eternos

Salmo 24: Adorando o Rei da Glória

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Categoria: Mensagens e Devocionais
Publicado: 01 de novembro de 2025
Acessos: 589

Vivemos em tempos em que muito se fala sobre “adoração”, mas nem sempre com clareza sobre o que ela realmente significa. Há canções, expressões e movimentos religiosos centrados na experiência emocional, mas pouco fundamentados na verdade da Palavra. O Salmo 24 nos convida a olhar além da forma e da emoção para enxergar o conteúdo e o fundamento da verdadeira adoração: o Deus da glória.

Aqui surge uma pergunta essencial: Quem é o Rei da Glória? Como podemos permanecer diante dEle? Essas questões não são apenas teológicas, mas existenciais, porque dizem respeito à comunhão do homem com o Criador. O salmista Davi compôs este cântico quando levou a arca do Senhor de volta a Jerusalém (2 Sm 6; 1Cr 15). A arca representava a presença de Deus entre o Seu povo. Assim, o Salmo 24 é um hino triunfal, proclamando que o verdadeiro Rei da Glória é o próprio Senhor: aquele que reina sobre toda a criação e habita entre os que O adoram com pureza de coração.

Leia mais: Salmo 24: Adorando o Rei da Glória

Quando o mar está fechado: os cuidados de Deus em meio às dificuldades

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Categoria: Mensagens e Devocionais
Publicado: 23 de outubro de 2025
Acessos: 364

Texto base: Êxodo 14.15-20

O livro do Êxodo nos apresenta um dos relatos mais marcantes da história da redenção: o Deus que liberta o Seu povo da escravidão e o conduz com poder e propósito. O capítulo 14 descreve o momento em que Israel, recém-liberto do Egito, se vê diante de um impasse: o mar à frente, o exército de Faraó atrás e o desespero tomando conta do coração. O cenário parece o fim da história, mas é, na verdade, o palco da providência divina.

A libertação do Egito não foi um simples episódio de emancipação política, mas uma revelação teológica do caráter de Deus. O Senhor mostrou que é poderoso para salvar, fiel às Suas promessas e soberano sobre todas as circunstâncias. Contudo, o mesmo Deus que abriu o mar também guiou o Seu povo por caminhos que pareciam ilógicos, não pelo trajeto mais curto, mas pelo deserto, onde a fé seria lapidada.

Deus sabia que Israel ainda carregava o Egito no coração. Por isso, antes de levá-los à Terra Prometida, conduziu-os ao deserto para lhes ensinar a depender completamente Dele. O deserto, em Êxodo, não é apenas geográfico; é pedagógico. Nele, o Senhor se revela, prova, disciplina e fortalece Seu povo, mostrando que o caminho da fé nem sempre é o mais fácil, mas é sempre o mais seguro.

Leia mais: Quando o mar está fechado: os cuidados de Deus em meio às dificuldades

Família Congregando

Os Benefícios de Congregar: Como Deus usa a Igreja para Santificar seu Povo

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Categoria: Mensagens e Devocionais
Publicado: 04 de outubro de 2025
Acessos: 342

Em um artigo publicado anteriormente, Por que o verdadeiro cristão precisa congregar, vimos que participar da comunhão dos santos não é uma escolha opcional, mas uma necessidade espiritual para todos aqueles que foram regenerados por Cristo. A fé cristã não é vivida de forma isolada, porque o próprio Deus chamou o seu povo para viver em comunhão.

Agora, vamos avançar um passo além: por que congregar faz parte do plano de Deus para nossa santificação? Em outras palavras, quais são os benefícios espirituais e práticos que o Senhor concede àqueles que se unem de forma fiel e comprometida à Sua igreja local?

Hebreus 10.24–25 nos exorta: “Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras. Não deixemos de nos congregar, como é costume de alguns; pelo contrário, façamos admoestações, e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima.” (NAA)

O ato de congregar é um meio ordinário de graça, ou seja, uma das maneiras pelas quais Deus santifica, fortalece e preserva o Seu povo até o dia de Cristo.

Leia mais: Os Benefícios de Congregar: Como Deus usa a Igreja para Santificar seu Povo

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